Pular para o conteúdo principal

BLUES METALEIRO


LED ZEPPELIN. Led Zeppelin I. Atlantic. 1969.


O que The Beatles foram para os anos 1960, Led Zeppelin foi para os anos 1970. Em 1969 o mundo conheceria o hard rock, como um blues tocado de forma crua, violenta, potente e visceral.

Formado por exímios instrumentistas, originados da banda The New Yardbirds, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John “Bonzo” seriam responsáveis pelo surgimento de uma nova dimensão do rock. Nunca houve e – acredito eu – jamais haverá uma banda como Led Zeppelin.

A partir do antológico Led Zeppelin I a máxima sexo, drogas e rock and roll seria levada à enésima potência. A banda tomaria de assalto as plateias da Europa e dos Estados Unidos em uma escala jamais vista.

Com canções do bluesman Willie Dixon (You shook me, I can’t quit you baby) tranvestidas em hard rock e faixas de autoria da banda, Led Zeppelin I foi gravado em apenas 36 horas de estúdio[1], sendo recebido de forma fria pela crítica, que não reconhecia aquele som pesado, mas aclamado pelo público em geral.

Abrindo com Good times, bad times e fechando com How many more times, Led Zeppelin I é um disco recheado de grandes canções executadas por virtuoses. A voz inconfundível de Plant, a guitarra inimitável de Page, a bateria detonadora de Bonzo e o baixo magistral de Jones tornam Led Zeppelin I um disco que você tem que ouvir antes de morrer, pois é uma das maiores obras que o rock já foi capaz de dar à humanidade.
Ouça no volume máximo!!


Lado A
         
1.       "Good Times Bad Times" (Jimmy Page/ John Bonham/ John Paul Jones)
          Ouça em https://youtu.be/FSiUTSJ2NWY  
2.       "Babe I'm Gonna Leave You" (Jimmy Page/ Robert Plant)
          Ouça em https://www.youtube.com/watch?v=fw_RIfd778o    
3.       "You Shook Me" (J. B. Lenoir/ Willie Dixon) 
          Ouça em https://www.youtube.com/watch?v=YS1Tz6dzcjU      
4.       "Dazed and Confused" (J. Page)

Lado B
         
1.       "Your Time Is Gonna Come" (J. Page/ J.P. Jones)
2.       "Black Mountain Side" (J. Page)
3.       "Communication Breakdown" (J.Page/ J. Bonham/ J. P. Jones)
4.       "I Can't Quit You Baby" (W. Dixon)

5.       "How Many More Times" (J. Page/ J. Bonham/ J. P. Jones)



[1] Fricke, David (2013). Revista Rolling Stone, n. 76. p. 50 - 57. 2013.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

UM JUAZEIRENSE CHAMADO JOÃO JOÃO GILBERTO. Chega de saudade. Odeon, 1959. Nos anos 1950, a juventude, cansada do baixo-astral presente nas músicas de Lupicínio Rodrigues e de Antônio Maria, começava a se reunir em grupos para tocar violão. Para os pais era um absurdo, pois naquela época, violão era instrumento de vagabundo. O cream de la cream era tocar acordeão. Em 1950, um certo juazeirense de nome João Gilberto, chegava à cidade maravilhosa, para fazer parte de um grupo vocal chamado Garotos da Lua . Por tabela, arrumou também um cabide na Câmara dos Deputados. Como não aparecia para cumprir o horário em nenhum dos seus empregos, acabou sendo demitido de ambos. Com isso, sem ter onde morar, perambulou pelas casas dos amigos, sem a preocupação de ajudar nas despesas ou mesmo na organização da casa. Com isso, era sempre convidado a “se mudar” para outro endereço. Por essa época, Roberto Menescal e Carlos Lyra, dois adolescentes, já haviam inaugu...
PALAVRAS SÃO NAVALHAS. BELCHIOR. Alucinação. Polygram, 1976. Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou simplesmente Belchior, cantor e compositor cearense, foi uma das mais importantes vozes no cenário musical brasileiro no período pós-1968, os chamados “anos de chumbo”. À essa época, o paísl vivia o ufanismo resultante do “milagre brasileiro” com a censura exercendo uma vigilância exacerbada sobre o meio artístico. Nascido na cidade de Sobral, Belchior, teve uma infância simples, de menino do interior. Mudou-se para Fortaleza com o objetivo de continuar seus estudos, ingressando no Liceu do Ceará. Cursou Filosofia e chegou a iniciar o curso de Medicina. Em meio à criativa boemia do início dos anos 70, o jovem cantor resolveu largar a faculdade e encarar a “vida de artista”, mudando-se para o Rio de Janeiro em 1971. [1] Em 1972, começou a obter o reconhecimento nacional a partir da gravação de  Mucuripe  pela cantora Elis Regina. Em 1974 lançou...
OVERDOSE DE ROCK GUNS 'N ROSES. Use your illusion I. Geffen, 1991.                                                       GUNS 'N ROSES. Use your illusion II. Geffen, 1991. O ano de 1991 foi um dos mais produtivos para o rock and roll . Red Hot Chili Peppers lançaram Blodsugarsexmagik (já debatido no blog), U2 lançou o ótimo Achtung baby! , o grunge surgiu com os badalados trabalhos do Nirvana ( Nevermind ) e Pearl Jam ( Ten ) e o Guns ‘n Roses lançou seu mais aclamado e ambicioso trabalho: dois álbuns duplos, lançados simultaneamente, intitulados Use your illusion . O Guns já vinha de dois discos de grande repercussão: Appetite for destruction (1987) e Lies (1988). O primeiro mostrou ao mundo a que veio a banda, um proto-hard rock, recheado de solos incríveis de seu exímio guitarrista, Slash. O segundo ar...